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"O Diabo Veste Prada 2" é uma sequência que realmente vale a pena?

  • Foto do escritor: Quadrinhos Diários
    Quadrinhos Diários
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 21 horas

Estamos na era das sequências. Filmes que jamais imaginaríamos na vida que teria alguma sequência, seja por briga de elenco, falta de orçamento, ou a simples não necessidade, estão voltando à toda nessa década. As chamadas Legacy Sequel, diz respeito a um filme que é lançado décadas depois do original, trazendo novos atores e os antigos, misturando a nostalgia (muita das vezes é bem mais dela) e o encontro da nova geração para apreciar um clássico.


Esses filmes num geral, são como disse em cima, repletos de nostalgia e servem apenas para "tirar" dinheiro do público que fez parte daquela época referente ao filme e justificar a janela de lançamentos dos estúdios, somado principalmente a uma crise de criatividade. Repletos de qualidade duvidosa, não sustentando em nada o porquê desse filme.


Não é o caso do filme em questão.



O Diabo Veste Prada 2, continua de fato com todo aquele ar que é visto no primeiro filme: a indústria da moda, ambientes corporativos do qual o trabalhar doa a alma, repletos de toxicidade, e uma comédia repleta de sarcasmo. Sim, está tudo aqui, mas o diálogo é atualizado, tanto para o novo público, quanto para responder as novas questões da presente década, que até os mais "boomers" estão por dentro.


Começamos com a Andy (Anne Hathaway), que está em um prêmio para jornalistas e, mesmo ao receber o prêmio, está completamente em choque, pois ela e sua equipe acaba recebendo a demissão via SMS, apesar do lucro da empresa ter sido alto no ano anterior. O que acaba fazendo com que ela volte, para a revista Runway, para cobrir um escândalo da revista, que foi associada ao trabalho escravo, por apoiar uma marca de roupas que praticava o mesmo.



Com todo o elenco original de volta, e quase nada mudado, o ambiente de trabalho é outro. Miranda (Meryl Streep) agora guarda o seu casaco, visto que recebeu denúncias de assédio no RH, mas sua assistente sempre está a alertando das palavras corretas (ou seja, mudou mais nem tanto). (Afinal, isso é bem familiar no ambiente corportativo, não é mesmo?)


Para não dar muitos spoilers, quero falar mais da trama como um todo. Ainda há tudo que você viu no primeiro, porém, o foco é mais no campo jornalístico e em sua importância, mesmo com os impressos não estarem mais na moda e em quanto, você deve ter títulos chamativos para que possa gerar cliques e até justificar os artigos, por mais que eles sejam bons e verdadeiros. E aqui, começa um ponto negativo para mim: começa a crítica muito bem, mas não a conclui ou desenvolve. O que seria importante para o filme. Assim como a menção a IA (Inteligência Artifical), mas não aprofunda, sendo rasa e até mesmo beirando o senso comum.


Os personagens evoluíram. O filme quis dar um "final feliz" para a maioria, e isso não foi nem de longe ruim. Alinhado a um desenvolvimento de personagens, o filme nos traz uma esperança sobre as atitudes das pessoas no mundo corporativo e o quanto isso importa. Numa era em que as más condições de trabalho, debates sobre a escala 6x1(aqui no Brasil, claro), e a divulgação de maus tratos vindo de patrões e chefes diretos, o filme cai muito bem como um lembrete para todos que estão a par dessa realidade



.


Claro, também há todo o maravilhoso humor da trama, repleto de sarcamo e críticas a todo o momento.


Dito isto, o filme de forma alguma se perde e se mostra uma sequência meramente nostálgica, muito pelo contrário: se justifica bem e, com certeza, vale seu ingresso!

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