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OPINIÃO


Entre resenhas, parcerias e hype: por que a crítica de quadrinhos perdeu espaço?
Nunca se falou tanto sobre quadrinhos no Brasil. Ainda assim, em meio a vídeos, posts, recebidos e lançamentos, encontrar análises que ultrapassem o entusiasmo e a divulgação continua sendo um desafio. Imagem retirada do google Nunca houve tanta gente falando sobre quadrinhos quanto agora. Canais no YouTube, perfis no Instagram, podcasts, sites, newsletters e vídeos curtos transformaram a discussão sobre HQs em um fluxo permanente de recomendações, lançamentos e opiniões. O p
Carlos Pedroso
24 de ago.7 min de leitura


Orelha Editora chega com Coda, mas o mercado brasileiro precisa mesmo de mais uma editora de quadrinhos?
Nova editora aposta em venda direta, preços mais baixos e títulos fora do circuito mais óbvio. A estreia acontece com Coda, de Simon Spurrier e Matías Bergara, em campanha no Catarse. A proposta parece boa, mas entrar no mercado de quadrinhos brasileiro nunca foi exatamente a parte difícil. Permanecer nele é outra história. Mais uma editora de quadrinhos está chegando ao mercado brasileiro. A frase deveria ser recebida como uma ótima notícia. Mais editoras significam, em teor
Carlos Pedroso
12 de ago.5 min de leitura


A Era dos Super-heróis no Cinema Morreu
Não gosto muito da expressão “cavaleiros do apocalipse”. Ela soa exagerada, dramática demais, quase preguiçosa. Mas, quando o assunto são os filmes de super-heróis, talvez seja difícil escapar desse tipo de imagem. Há algum tempo, vemos homens e mulheres de capa perdendo força nas grandes telas. Aquilo que antes parecia invencível começou a tropeçar. E tropeçar muito. Desde Vingadores: Ultimato, talvez não tenhamos vivido novamente aquele sentimento coletivo de espanto, aquel
Carlos Pedroso
30 de jun.4 min de leitura


HQ virou artigo de luxo no Brasil
Tem algo errado quando um quadrinho passa a custar duzentos reais e a primeira reação do leitor não é entusiasmo, é cálculo. Durante muito tempo, comprar HQ no Brasil era um pequeno luxo possível. Não era barato, mas cabia. Era o tipo de compra que você encaixava no mês, que fazia parte da rotina, que ajudava a construir uma relação contínua com histórias, personagens e autores. Hoje, isso mudou de forma bastante evidente. Um quadrinho de duzentos reais não é apenas caro. Ele
Carlos Pedroso
31 de mar.3 min de leitura


O Cansaço Coletivo das Redes Sociais e a Produção de Conteúdo
A sensação de fadiga nas redes sociais não é algo novo, mas sinto que chegamos a um ponto de ruptura. O que antes era um espaço genuíno de troca acabou virando um ambiente de exposição forçada, onde o conteúdo passageiro alimenta um desgaste que não para de crescer. Existe uma pressão silenciosa que todos sentimos: a obrigação de estar presente, de produzir e de aparecer para bater metas de desempenho que parecem nunca ser suficientes. O problema é que essa dinâmica se tornou
Carlos Pedroso
21 de mar.2 min de leitura


A pressa de consumir e a beleza de revisitar
Arte de Pawel Kuczynski Me deparei recentemente com algo patológico. Uma pressão cultural raramente diagnosticada a olho nu, mas que molda nosso consumo audiovisual. A ideia de que precisamos assistir (pra ontem) tudo que está em alta hoje . Quando uma produção recém lançada nos serviços de streaming domina as redes sociais, rapidamente tende a virar “necessidade de participação”. Caso você não tenha degustado a saborosa série do momento, parece que só lhe resta recolher-se a
Ronaldo Gillet
28 de fev.6 min de leitura


Por que fingir gosto empobrece a leitura?
Existe uma diferença profunda entre reconhecer o valor de uma obra e experimentar sentido a partir dela, e confundir essas duas situações é um dos vícios mais recorrentes e mais empobrecedores na forma como se leem os quadrinhos hoje. Fingir gosto por um autor consagrado é um deslocamento da leitura do campo da experiência para o campo da validação. O leitor deixa de se perguntar o que a obra faz com ele e passa a se preocupar com o que sua reação revela sobre sua formação, s
Master Nerd
27 de fev.4 min de leitura


Gone: uma distopia sobre desigualdade e sobrevivência
Sou um leitor assumidamente apaixonado por ficção científica e mundos distópicos. Narrativas que exploram futuros possíveis e, às vezes, assustadoramente plausíveis, sempre me instigam. Gosto desse exercício de imaginar cenários, entender perspectivas e refletir sobre o que pode (ou não) nos esperar adiante. Ao ler Gone , novo lançamento da editora Poptopia , me propus, mais uma vez, a mergulhar nesse tipo de reflexão. A obra apresenta um universo onde naves luxuosas funcion
Carlos Pedroso
18 de fev.2 min de leitura


Quando os quadrinhos deixam de ser mercado e passam a ser nicho do nicho
Os números mais recentes do mercado brasileiro de quadrinhos costumam ser apresentados como uma boa notícia: mangás já representam 46,7% das vendas no país. Mas talvez seja justamente aí que mora o problema. Não porque os mangás tenham crescido demais, e sim porque todo o resto encolheu a ponto de virar quase irrelevante . Quando um único formato concentra quase metade de um mercado, o dado não fala apenas de sucesso fala de fragilidade estrutural . O discurso otimista costu
Carlos Pedroso
9 de fev.3 min de leitura


Boca de Siri – Robôs, guaiamuns e bicicletas numa aventura ecológica
Em Boca de Siri, Paulo Moreira equilibra humor, regionalismo e crítica ambiental com uma naturalidade impressionante. Publicado pela Pitaya, o quadrinho é recheado de referências à cultura pop, especialmente a produções japonesas como tokusatsus e animes. Um Passeio de Bicicleta por João Pessoa A trama de Boca de Siri se passa em João Pessoa , onde um grupo de crianças explora a cidade por meio de suas bicicletas , enquanto se dirige até a praia de Cabo Branco , onde um guai
Altair Jr @nerd.8k
1 de fev.3 min de leitura
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