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O melhor do Demolidor revelado por Brian Michael Bendis

duartemail3
há 11 minutos
2 min de leitura

Vamos falar da melhor republicação da Panini atualmente?


Sim, estamos falando da aclamada fase do Demolidor escrita por Brian Michael Bendis, que começou a ser publicada originalmente no início dos anos 2000.


Antes de assumir de vez o título do Demolidor, Bendis teve uma primeira passagem pela revista escrevendo as edições 16 a 19, que contava com o arco Tempo de Despertar, que foi ilustrada lindamente pelo artista David Mack. Após um intervalo de cinco edições, Brian Michael Bendis inicia na edição 26 o que viria a ser conhecido como um dos melhores “runs” não só apenas do Demolidor, mas dos quadrinhos em geral.


O trabalho de Bendis com o Demolidor é equiparado por muitos ao que o lendário Frank Miller fez com o personagem quando nos entregou clássicos como A Queda de Murdock e O Homem Sem Medo.



O primeiro encadernado (re)publicado recentemente pela Panini, abre com o arco Tempo de Despertar, onde acompanhamos uma criança, filha do vilão Sapo, que se encontra em um estado catatônico e que com a ajuda do jornalista Ben Urich vamos descobrir o motivo e a relação com o Demolidor. Em seguida, a história continua com o arco O Segundo Homem, que traz um Wilson Fisk cego e que sofre um atentado que dá início a uma série de situações que culminará no aclamado arco Revelado.


E é aqui que Bendis brilha ainda mais. Revelando a identidade até então secreta do Demolidor e colocando Matt Murdock sob o holofote de todo um país (e por que não do mundo?), o escritor começa a desenhar a sua própria versão da Queda de Murdock, levando o advogado cego e herói a repensar todo o seu cotidiano e suas atitudes como vigilante, já que agora os riscos não se restringem à Matt ser machucado ou até mesmo morto em uma de suas “missões”, eles se expandem aos seus amigos, conhecidos, amores, tudo o que até então ficava protegido por uma máscara vermelha.


Aliada ao roteiro de Bendis, está a arte de Alex Maleev que funciona quase como um outro personagem narrador da trama, já que o estilo “sujo” do artista casa muito bem com a escrita e em determinadas edições que não tem diálogo algum, a arte consegue passar muito bem todo o peso e angústia da situação pela qual Matt está passando, chega a ser quase palpável e quase dá para “sentir o cheiro” das ruas, graças à ambientação criada por Maleev no casamento perfeito com as cores de Matt Hollingsworth.




A fase do Demolidor escrita por Brian Michael Bendis é daquelas que surgem de tempos em tempos e que além de definir um personagem, passam a ser referência para tudo o que vem depois. Se Frank Miller colocou o Demolidor numa prateleira acima, Bendis o mantém no mínimo no mesmo patamar (podendo estar um pouquinho acima dependendo do seu saudosismo ou por onde você começou a ler Demolidor).


Mas um ponto é consenso geral: é começando com uma queda, que o Demolidor te entrega o melhor dos quadrinhos.

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