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"Everything Dead and Dying" : uma abordagem única sobre o luto

  • Foto do escritor: Quadrinhos Diários
    Quadrinhos Diários
  • há 4 horas
  • 3 min de leitura

Robert Kirkman, autor de The Walking Dead, disse em tradução livre que: “Zumbis são, por natureza, sobre pessoas. […] Mas histórias de zumbis são sobre a luta humana, algo com que qualquer pessoa pode se identificar.” E, se você nunca identificou isso em histórias de zumbis, "Everything Dead and Dying" vai mudar isso em sua mente.


Publicada originalmente pela Image Comics, a minissérie indicada ao Eisner desse ano nessa mesma categoria, é escrita por Tate Brombal e desenhada por Jacob Phillips (Nepobaby, filho de Sean Phillips). A premissa do quadrinho é absurda por si só:


Capa da Edição TPB Americana
Capa da Edição TPB Americana

"Jack Chandler é o único sobrevivente humano de sua comunidade rural — mas ele não vive sozinho.


Os habitantes da cidade se transformaram em zumbis, mas Jack decidiu não matá-los. Em vez disso, ele continua vivendo entre eles. E isso inclui justamente as pessoas que mais ama: seu marido e sua filha adotiva."



A abordagem de luto nas HQs de Zumbis não é algo novo. Em The Walking Dead, temos uma família que, mantém seu filho (ou filha se não me falha a memória) presa em um celeiro, esperando a cura, até que acontece um real desastre. Em The Last Of Us, o protagonista Joel se apega tanto a Ellie, que a considera sua filha como forma de lidar com o luto da filha perdida, durante o início do apocalipse zumbi. Nada novo até aí.


Agora, imagina viver com sua família e toda uma cidade zumbificada e contaminada, e manter essa cidade morta, vivendo com sua memória muscular, e alimentando-a, para que eles se mantenham "vivos" em suas rotinas diárias? A princípio, doentio. Mas o quadrinho é muito mais profundo que isso.



Rodeado de traumas devido a sua história, Jack se apega, pois ali ele teve o pertencimento que sempre quis ter em sua vida. E negar isso tudo, seria pior até mesmo que a morte. E tudo isso o fez regredir a níveis, onde ele não nega a realidade, mas se segura naquilo de forma egoísta, para sobreviver num mundo devastado por uma praga que não serviu nem para matá-lo.


Porém, claro, tudo irá mudar quando um grupo de sobreviventes chega e vê que aquele "núcleo familiar" está muito errado, e quer tirar seus recursos também.


Com um roteiro sensível e repleto de nuances, o autor te faz sentir na pele o que o protagonista sente. Em nenhum momento ele valida aquele comportamento, mas apresenta um grande "E se fosse você"?A arte, honestamente, não foi algo que achei fenomenal, mas é bela e funciona bem para história. Jacob sabe transitar bem entre passado e presente, e desde já, mostra seu potencial para obras futuras.


A História ainda tem mais camadas, porém, abordar tudo nesse texto, te privaria de uma leitura incrível, em que, em breve, será lançada no Brasil.


P.s.: Há uma crítica a um ponto de The Last of Us, que achei sensacional.


E Quando sairá no Brasil?


A Orelha Editora, revelou em live no Canal Anti Plano, que lançará o quadrinho em 2027. A Editora está com uma campanha aberta de Coda, do qual já tem matéria aqui no site.



Digo uma coisa com tranquilidade: quando chegar ao Brasil, comprem sem medo. Esse quadrinho irá te arrancar lágrimas, e estará na lista de melhores do ano de MUITA GENTE!



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