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A fase de Jed MacKay à frente dos Vingadores chegou ao fim. Qual o saldo?

  • Foto do escritor: Carlos Pedroso
    Carlos Pedroso
  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Chegou ao fim a fase de Jed MacKay à frente da revista dos Vingadores. Foram três anos de experimentações e, por que não, de alguma inovação. Ao longo desse período, o roteirista levou os Heróis Mais Poderosos da Terra para conflitos de escala cada vez maior, apostou em uma formação heterogênea e apresentou uma das ideias mais interessantes da fase: a Cidade Impossível, que passou a funcionar como base dos Vingadores.



A formação inicial contou com Capitã Marvel (Carol Danvers) na liderança, ao lado de Capitão América (Sam Wilson), Thor, Homem de Ferro, Feiticeira Escarlate, Visão e Pantera Negra. Posteriormente, personagens como Tempestade também passaram pelo grupo. Diferentemente de alguns dos trabalhos mais urbanos de MacKay, aqui o roteirista optou por ampliar a escala das ameaças, colocando os Vingadores diante de conflitos interdimensionais, entidades poderosas e até robôs alienígenas gigantes.


Um dos grandes antagonistas dessa fase foi Kang, escolha que, a meu ver, dialogava bastante com aquilo que a Marvel vinha tentando construir naquele momento no MCU, onde o personagem também ocupava uma posição de destaque. A revista ainda precisou atravessar grandes eventos da editora, como Caçada Sangrenta e Um Mundo Sob Doom, situações que constantemente tiraram os Vingadores de sua zona de conforto e obrigaram a equipe a lidar com ameaças que extrapolavam suas próprias tramas.


Entre os maiores destaques dessa sequência de edições estão Capitã Marvel, Pantera Negra e, sem dúvida, a própria Cidade Impossível. Esta última não funcionou apenas como uma nova base, mas como um elemento importante dentro da mitologia construída por MacKay durante sua passagem pelo título.


Por apostar em uma saga mais grandiosa e cósmica, MacKay deixou um pouco de lado os conflitos pessoais para concentrar sua narrativa no desenvolvimento dos Vingadores enquanto equipe. E isso se mostrou um acerto. As relações individuais desses personagens já foram exploradas inúmeras vezes em fases anteriores e, aqui, insistir nesse caminho poderia facilmente resultar em mais do mesmo. Em vez disso, o roteirista concentrou esforços na dinâmica do grupo, na maneira como seus integrantes trabalham juntos e, principalmente, no peso de ser um Vingador diante de ameaças cada vez maiores.


Ao final da fase, alguns integrantes decidem deixar a equipe, abrindo espaço para uma nova formação que veremos em Vingadores: Armagedom. Particularmente, gostei bastante da passagem de Jed MacKay pelo título. Não foi uma fase perfeita, mas trouxe conceitos novos, boas subtramas e uma dinâmica de grupo que funcionou muito bem. Acima de tudo, MacKay conseguiu transmitir aquela sensação de que os Vingadores são realmente uma equipe, e não apenas um conjunto de personagens populares dividindo as páginas de uma revista.


Foi também durante essa fase que a publicação alcançou sua histórica edição #800, mais um marco na trajetória dos Heróis Mais Poderosos da Terra.


Depois de três anos, fica uma fase que tentou fazer algo diferente sem abandonar aquilo que esperamos dos Vingadores: grandes ameaças, escala absurda e heróis que precisam funcionar como uma unidade quando tudo parece estar prestes a desmoronar.


Agora, que venha a fase do Chip Zdarsky


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