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  • Foto do escritorCarlos Pedroso

Torpedo 1972 - Tudo que não se pode fazer

À medida que envelhece, Torpedo se torna ainda mais letal. Este é o retrato de um assassino impiedoso, desprovido de qualquer remorso.


Numa narrativa de curta-metragem, "Torpedo 1972", concebido por Enrique Sánchez Abulí e Eduardo Risso, apresenta um Torpedo mais intrigante e autoconfiante do que nunca. Com um enredo que ecoa os filmes estrelados por Charles Bronson, repleto de ação e permeado por mafiosos, além de contar com uma bela donzela em apuros. "Torpedo 1972" consegue cativar e repelir simultaneamente, principalmente devido à personalidade do protagonista, que parece desprovido de escrúpulos e simpatia, inclusive em relação ao seu fiel ajudante.


Apesar de uma trama simplista e desprovida de reviravoltas, "1972" segue uma abordagem moderada em comparação com outras histórias do gênero noir. Nesse sentido, o quadrinho fica aquém de seu potencial, frequentemente parecendo carecer de criatividade na escrita. Isso não significa que a história seja intrinsecamente ruim, mas há uma sensação persistente de que algo está faltando para conectar os pontos e incitar empatia pelo elenco de personagens. Talvez essa seja precisamente a intenção do autor: provocar uma aversão ao próprio Torpedo.



O ponto alto da obra são os desenhos, que evocam com maestria o clima de filmes policiais da década de 1970, repletos de figuras repugnantes e uma cidade imersa em sujeira até o âmago. Eles, sem dúvida, representam um refresco em relação à narrativa.


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