Moon Eaters - Ação Visceral
- Carlos Pedroso
- há 6 dias
- 2 min de leitura
Porrada, ação e uma visceralidade que remetem aos bons e velhos filmes de ação dos anos 1990. Em Moon Eaters, Vitor Santos bebe de diferentes fontes para criar um quadrinho intenso, capaz de prender o leitor do início ao fim.

A trama é bastante objetiva. Após passar quatro anos na prisão, Tommy pretende aproveitar a liberdade recém-conquistada ao lado de June, sua nova namorada, com quem começou a se relacionar enquanto ainda estava preso. Entretanto, nada acontece como ele esperava, e fantasmas de seu passado ressurgem para persegui-lo.
O que deveria ser apenas uma noite tranquila transforma-se em uma longa e violenta batalha contra pessoas que fizeram parte da vida de Tommy. Conforme a narrativa avança, conhecemos melhor esses personagens, suas peculiaridades e suas histórias nada convencionais.

Embora a premissa possa parecer simples, a HQ consegue ir além de seu evidente apelo gráfico e apresenta uma história concisa e cativante. Em determinados momentos, porém, o misticismo e, principalmente, a grande quantidade de novos personagens podem causar alguma confusão. Ainda assim, todos esses elementos parecem contribuir para que uma trama de pouco mais de 180 páginas carregue uma dose tão intensa de ação e violência sem perder completamente o equilíbrio.
Também fica evidente a influência de Sin City, especialmente no estilo visual, o que, particularmente, me agrada bastante. A combinação entre preto e branco dá personalidade à história e cria uma simbiose entre narrativa e desenho, permitindo que o leitor não apenas acompanhe os acontecimentos, mas, em alguns momentos, sinta-se inserido naquele universo.
Ao longo dos nove capítulos, encontramos uma obra consistente com o que se propõe a fazer. Mesmo com alguns exageros e a inclusão de personagens que nem sempre parecem necessários, Moon Eaters brilha ao reconhecer suas próprias limitações. A HQ entende que seu principal objetivo é usar a violência e a ação para contar uma história envolvente e, acima de tudo, entreter o leitor.
Ao terminar o quadrinho, fiquei com a sensação de ter assistido a um daqueles filmes de ação em que até podemos questionar as motivações dos personagens, mas isso pouco importa. O que realmente vale é a porradaria, o ritmo acelerado e o espetáculo visual. Nesse aspecto, Moon Eaters entrega exatamente o que promete, com muita competência, porque conhece suas limitações e não tem vergonha de assumir aquilo que pretende ser.




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