EDITORA POPTOPIA LANÇA MOON EATERS NO BRASIL
- Carlos Pedroso
- 11 de mai.
- 2 min de leitura
A Poptopia anunciou o lançamento de Moon Eaters, novo quadrinho de Victor Santos que mistura noir, horror mitológico e violência psicológica em uma narrativa marcada por sangue, culto religioso e paranoia. A obra chega ao Brasil em edição de luxo e marca o sétimo título do catálogo da editora.

Conhecido internacionalmente por Polar, posteriormente adaptado pela Netflix, Victor Santos constrói, em Moon Eaters, uma história que abandona o policial tradicional para mergulhar em um terror ritualístico e claustrofóbico.
A trama acompanha Tommy Blackfoot, um ex-presidiário que tenta reorganizar a própria vida após sair da prisão. O que inicialmente parece apenas uma jornada de acerto de contas rapidamente ganha contornos muito mais perturbadores quando ele cruza o caminho dos “Filhos de Hati”, uma seita violenta que acredita descender de entidades nórdicas e utiliza rituais de sangue para despertar uma natureza animalesca e inumana.
Outro elemento importante da narrativa é June. Longe de ocupar um papel secundário, ela surge como uma caçadora de cultos estratégica e calculista, utilizando os instintos de sobrevivência de Tommy para chegar a Charles Rouge, líder da seita. Essa relação ajuda a sustentar uma obra que mistura crime urbano, horror lovecraftiano e uma atmosfera que remete diretamente aos filmes de John Carpenter.

Visualmente, Moon Eaters aposta em um preto e branco extremamente agressivo, reforçando o clima opressivo e quase apocalíptico da história. Segundo Victor Santos, a obra nasce da influência de autores que trabalham a ideia de que “menos é mais”, tanto na narrativa quanto na construção visual.
A edição brasileira terá 192 páginas, formato 19 x 27 cm e capa dura, com tradução de Lielson Zeni e diagramação de Vam. O lançamento acontece em 05 de junho de 2026, com pré-venda já disponível no site da editora e também na Amazon.
Mais do que um thriller criminal, Moon Eaters parece interessado em explorar personagens quebrados tentando sobreviver em um universo dominado por violência, fanatismo e loucura. É justamente nesse encontro entre o noir clássico e o horror sobrenatural que Victor Santos constrói a identidade da obra.




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